Uma crônica sobre o nada. Já que poesia não serve pra nada.
Segunda-feira, 29 de maio de 2023. Está frio e chove em Santos. A cena matinal é bucólica pela janela. Quase ninguém sai de casa, são poucos guarda-chuvas que avisto do alto do quinto andar. Somente os carros transitam com certa pressa. Hoje é segunda-feira. Dia do tudo para alguns. Para outros, dia do nada. Já arrumei a casa, lavei a louça, tirei o lixo do final de semana. Basta! As roupas lavarei somente amanhã, preciso de uma manhã cheia de nada para fazer. A tarde tenho reuniões sobre tudo que possa me gerar alguns trocados e a noite seguirei atarefado. De manhã me atento a escrever um texto que não serve para nada para você ler aí sem ser julgado. Faz tempo que ando confabulando com minhas entidades secretas quanto a escrever sobre o nada. O nada mesmo. Aquele vazio imenso acompanhado de um silêncio absoluto. Mas o silencio é constantemente interrompido pelo belo som dos passarinhos que cantam entre as breves pausas da chuva, meu estomago que demonstra sinais vitais e por ...