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Todo dia oito de março

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Feliz dia das mulheres para a minha esposa, mãe, madrasta, tias, primas, amigas e irmãs. Que todo dia seja seu como a luz da manhã. Feliz dia das mulheres para as minhas filhas, netas, bisnetas, (ex) amantes e (ex) namoradas. Que todo dia seja seu como seu o seu corpo é – a sua livre calçada. Feliz dia das mulheres para minhas vizinhas, alunas, professoras, chefas, mestras, aprendizes e empregadas. Que todo dia seja seu como o seu direito de ser líder, ora sejas liderada. Feliz dia das mulheres para quem usa burca, salto alto, rasteirinha, saia curta, saia longa e blusinha. Que todo dia seja seu como quem nasceu para vestir a melhor roupa que tinha. Feliz dia das mulheres para as conservadoras, progressistas e moderninhas. Que todo dia seja seu como quem se impõe diante de um tirano - almofadinha. Feliz dia das mulheres paras as tímidas, mau humoradas, bravas e certinhas. Que todo dia seja seu para o sangue subir às bochechas e descer sempre livre pelas suas vias....

A voz segue seu curso

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(publicado no Linkdein) Gostaria de compartilhar que estou começando em um novo cargo de Professor de Comunicação e Oratória na VOX2YOU em Santos. As demais atividades de locução comercial e produção audiovisual seguem normalmente.   Seguem normalmente também as atividades de locução esportiva especializada em Basketball, assim como as atividades de redação publicitária e textos para diferentes setores do mercado.   (só até aqui)  Continua no blog...   Seguem também inalteradas, é bom lembrar, meu apreço e dedicação à poesia, da qual continuo me embebedando de versos, não só dos bons, mas dos mais simples e complexos. Meus poemas são meu dia a dia.   Hoje é dia 01 de fevereiro e seguem normalmente as demais atividades de pai em tempo semi-integral, enquanto os meninos continuam de férias, mas já preparando as alegorias, afinal, alá-la ô, está chegando o carnaval. Quem diria?!   Seguem também normalmente por aqui o desejo e a força de ...

A copa que não liberta dores

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A copa que não liberta dores   Quem me acompanha faz tempo sabe que já devo ter ido a mais de quinhentos jogos no estádio. Jogos locais e muitas vezes fora de casa. Esse número só não é tremendamente maior pois desde 2016 vim morar no litoral e a vida de papai me mostrou que o futebol não é tão importante assim. Opa, calma aí! Se não é tão importante assim, que raios estou fazendo escrevendo sobre a final da libertadores em plena segunda-feira se nem era jogo do Corinthians? Eu explico e vou contextualizar porque o assunto é sério. Assunto de preto e branco. É importante e não é só sobre futebol. Nem só porque torcedores do Boca invadiram o Rio para uma final contra o Fluminense. Isso nós corintianos já fizemos em 1976 na final do Brasileiro e foi tremendamente maior. Eu não tinha nascido, mas os relatos são de que os 70 mil corintianos foram bem recebidos e se comportaram bem em terras cariocas. Invadir o Rio é com a gente mesmo, já fizemos isso inúmeras outras vezes e...

Uma crônica sobre o nada. Já que poesia não serve pra nada.

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Segunda-feira, 29 de maio de 2023. Está frio e chove em Santos. A cena matinal é bucólica pela janela. Quase ninguém sai de casa, são poucos guarda-chuvas que avisto do alto do quinto andar. Somente os carros transitam com certa pressa. Hoje é segunda-feira. Dia do tudo para alguns. Para outros, dia do nada. Já arrumei a casa, lavei a louça, tirei o lixo do final de semana. Basta! As roupas lavarei somente amanhã, preciso de uma manhã cheia de nada para fazer. A tarde tenho reuniões sobre tudo que possa me gerar alguns trocados e a noite seguirei atarefado. De manhã me atento a escrever um texto que não serve para nada para você ler aí sem ser julgado. Faz tempo que ando confabulando com minhas entidades secretas quanto a escrever sobre o nada. O nada mesmo. Aquele vazio imenso acompanhado de um silêncio absoluto. Mas o silencio é constantemente interrompido pelo belo som dos passarinhos que cantam entre as breves pausas da chuva, meu estomago que demonstra sinais vitais e por ...

O racismo com aroma de tomates.

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Os colonizadores inventores do racismo e idealizadores de toda tragédia do modelo de escravidão, que há 500 anos impõem sofrimento e dominação aos irmãos e irmãs de origem preta, nunca tiveram vergonha de ser quem são. Eles são os filhos dos reis. A partir deste ponto central, diante de mais uma asquerosa situação que se repete dia após dia, ano após ano, e que se tornou uma perseguição particular no caso do jogador de futebol Vinicius Jr., está mais do que na hora de haver mais do que 48 horas ou um pouco mais de tweets , textos e notas de solidariedade em defesa do jogador nas redes sociais em mais uma marola que visa dizer não para o racismo. Não pode ficar por isso mesmo. Apesar de importante esse movimento de repúdio em todo mundo, por si só, infelizmente não irá atingir a estrutura racista, principalmente aquela do outro lado do Atlântico, que tem aroma de tomates, touradas e é governada por reis há séculos. Primeiro, a partir do alto do nosso privilégio branco tupiniquim, ...

“Nem luxo nem lixo”, quero saúde para andar por aí ouvindo o som da Rita Lee.

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     Foto: Patricia Cecatti Não é necessário perder uma grande artista como Rita Lee para que se façam homenagens, mas todas elas continuam sendo muito bem-vindas. O título deste texto foi minha singela homenagem a ela que escrevi no poema Meus poetas geniais , lançado no meu primeiro livro ano passado – Identidade Poética pela editora Scortecci em São Paulo. Mas ela merece mais de mim, afinal de contas, “eu não tenho hora pra morrer por isso sonho”. E foi nessas tantas horas sonhando e tendo pesadelos acordado, vendo a morte de perto durante a pandemia, que o som da Rita Lee me segurou andando por aí, de máscara e fones de ouvido, me trazendo inspirações mutantes, mascando chiclete tutti frutti enquanto seguia meu caminho, indo e voltando para casa. “Ai de mim que sou assim”. Durante um show já no final da carreira, Rita chamou os policiais de filhos da puta por baterem na juventude que estavam fumando seus baseados a céu aberto. O barulho que ela fez rendeu mais uma...

Penso, logo me comunico.

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Confesso que desde que descobri que umas das minhas missões de vida é colaborar com o desenvolvimento humano através da comunicação, (e para isso funcionar é necessário estudar diariamente) tem dias que tomo apunhaladas tão fortes que demoro para me levantar. Mas essa demora tem um sentido metafísico. Ela faz parte do processo de absorção daquilo que nem sempre está explícito na mensagem, mas pode ser sentido e escutado, passando por um processo de análise. Primeiro analiso as minhas reações e o porquê daqueles sentimentos enquanto receptor da mensagem. E depois, enquanto emissor da mensagem, tento traduzir em palavras, neste caso, escritas, todo este cenário de metamorfose na forma de nos comunicarmos uns com os outros em meio a revolução tecnológica. Assim que descobri o chat gpt , pensei: - Pronto, os dias dos redatores estão contados. Mas não é bem assim. Se tem algo que máquina não consegue expressar são os sentimentos. Pelo menos não genuinamente. Talvez um pouco por imitaç...